Não sei se me farei entender, mas adianto que são pensamentos soltos que fui juntando com base em um acontecimento e achei que poderia render uma discussão bacana sobre o real valor do que queremos ter. E até onde ter pode ser maior que ser.

Fui acompanhar uma pessoa viciada em bolsas monogramadas até uma loja da marca. Ela queria ver as novidades e comprar mais uma para a sua coleção. Eu, que nunca nem havia olhado para vitrine dessa loja, me vi de repente lá dentro, sorriso amarelo, tensa em responder educadamente quando indagada sobre cada bolsa “Linda essa, não?” E eu sorrindo placidamente…

5579493a820611e2a9dd22000a9e29a7_7

Assim, me perdoem, mas é questão de gosto: eu não curto essas bolsas. E nem é porque passaram a considerar monogramas bregas, ostentação de logotipos uma coisa também brega ou coisas do gênero, mas porque eu nunca achei que tivessem a ver com meu estilo. Gosto de itens mais irreverentes, com outro modelo, outra proposta. E essas bolsas, definitivamente, não fazem nem nunca farão a minha cabeça.

Certamente isso é questão de gosto e preferências, e eu jamais cometeria a indelicadeza de falar na cara dela “Ah, isso eu não gosto!”. Que coisa mais chata estragar o prazer de alguém, né? Ela sabia que eu não era fã da marca, mas fiz a gentileza de acompanhá-la e até opinei sobre qual seria mais interessante ela levar. Tentei ser impessoal e pensar no gosto de quem comprava, no estilo dela e nas suas preferências.

Uma vez já me disseram no trabalho que eu deveria comprar uma carteira de grife. Perguntei o por quê, e a resposta me deixou meio grilada…

“Para as pessoas verem que você está bem, para se nivelar com seus clientes, isso ajuda a impor”.

Não vou negar o fato que as pessoas se vestem historicamente para se inserirem em determinados grupos sociais, para chamar atenção, para passar uma série de mensagens a outras pessoas. Óbvio que estar vestida de acordo nos destaca em certas situações, respalda nossas ideias, mas isso nã1234ilar da minha vida.

Então eu preciso gastar 600 reais em uma carteira para mostrar que estou bem na vida? Que sou respeitável? Que estou de acordo com as expectativas dos meus clientes?

Fiquei sem acreditar que isso e somente isso poderia me respaldar em diversos aspectos da minha vida. Claro que não sou ingênua e só pelo fato de remar um pouco contra a maré diariamente com este blog, que não tem intuito de ostentar marcas, ideias engessadas, coisas caras como banais, etiquetas como necessidade principal e muito menos o consumo desenfreado, já mostra um pouco que não é definitivamente esse tipo de pensamento que norteia os meus valores. Apresento as ideias, as marcas, os preços e cabe a cada uma que me lê atestar se lhe cabe ou não. Se lhe interessa ou não. E pronto! Mostrar as possibilidades é uma coisa, afirmá-las como necessidades básicas é outra.

Claro que cada uma de nós tem seu desejo secreto, aquele item que, se tivéssemos dinheiro, compraríamos no ato. Nem falo por despeito de não ter grana pra comprar uma bolsa que custa o mesmo que o meu aluguel, mas para pararmos e pensarmos até onde ostentação precisa ser maior que auto-estima. A Oficina de estilo, de quem sou fã assumida, mudou recentemente seu “slogan” para “Substitua consumo por auto-estima”. É bem por aí o que quero dizer com esse texto: a roupa não tem que me vestir, eu que visto a roupa, não tenho que ser refém dela em hipótese alguma!

Logicamente defendo termos uma ou outra peça de qualidade no armário como bases sólidas de consumo inteligente e duradouro para nossas produções. Assumo que já paguei mais caro do que o normal por um item de um estilista que admiro, com quem me identifico nas ideias, nas propostas e tantas outras coisas. Foi por admiração e identificação que eu quis vestir Ronaldo Fraga, comunicar ao mundo que estou de acordo com seus pensamentos e não que paguei quase 500 reais numa roupa.

Assim como a pessoa da bolsa de grife. Fiquei matutanto até onde realmente poderia ser amor pelo item ou ostentação. Caberia a mim julgar o que a faz feliz? A sua comunicação visual com o mundo? É difícil apontar o dedo e julgar por julgar – quem disse que eu não o seria pelo meu vestido do estilista, caso eu revelasse sua etiqueta? Quem disse que eu não seria a fútil também?

Que tipo de armadura as pessoas querem usar para se proteger do mundo ou para disfarçar os seus defeitos, eu não sei. Mas sei que, cada vez mais, quero tentar ser livre de escudos e mostrar que a Ana chega junto com a roupa que veste, que nada mais é que um complemento das suas ideias, do que ela acredita. E que o destaque sou eu, as minhas crenças e meus valores morais.

58 Responses

  1. Muito bom, Ana.
    É verdade…acho que independente de moda, temos que mostrar segurança de quem somos. Não sou muito fã de mudar de armário a cada estação, ou comprar uma roupa ou acessório de determinada marca porque é da marca. Embora seja crítica com relação ao quesito qualidade, não me vejo com preconceitos de que precise pagar caro para ter algo bom. Porque não é a marca que nos define, mas as ideias, o caráter. Isso que é o mais relevante.

    O nosso exterior é uma tela em branco que a gente pinta com a nossa personalidade.

    Bisous!

    Day do Mocinha Sofisticada (http://www.mocinhasofisticada.com.br)

  2. Amei, o seu post, perfeito……….. é tudo que algumas pessoas precisam ouvir, adoro o seu blog, nunca comentei, mas não resisti……….. Disse tudo!!

  3. Muito interessante teu texto! Olha eu trabalho aqui no Alphaville e posso dizer que vejo algumas dessas pessoas que querem ostentar, que querem impressionar, descobri que moram em gigantes casas, mas são “ocas”, não tem nada dentro, ou quase nada, tipo gastaram os tubos por fora, pra ostentar, mas ainda não tiveram dinheiro pra comprar o mobiliário! Claro que são algumas pessoas, mas é curioso o fato de estar perto desse tipo de pessoa, sabe?! Tão diferente da nossa realidade, uma estratosfera de distância! Tem de tudo por aqui, mas me impressiona essas ai que querem se mostrar. Meio triste. Enfim…. mas gosto sempre de observar as pessoas ricas de material e mais ricas ainda de espírito, pois essas tem a nos ensinar. Sabe onde o dinheiro não mudou suas raízes.
    Grande texto Aninha. Sigo sua fã!
    Bjss
    Vi

  4. Olá Ana,
    Achei muito bom o que escreveu; e creio que para muitas pessoas o gosto por determinadas coisas advém da “lavagem cerebral” que nos é imposta diariamente, quer dizer, de tanto falarem que determinada coisa é legal, certas pessoas encutem que aquilo realmente é legal.Isso acontece com bolsas, roupas, sapatos e etc.Colocam na cabeça das pessoas que se vc tiver isso ou aquilo é brega ou chique; não deixam as pessoas terem ou serem o que elas querem porque se cria rótulos para tudo.E daí se pessoa quer ostentar??E daí se compra roupa na feirinha da esquina??O que importa é se sentir bem, ser feliz.

  5. Oi Ana, sigo seu blog já faz algum tempo e adoro suas dicas e reflexões. Acho importante atentarmos para a questão do desenfreado consumo e o porque das pessoas se esconderem atrás de grifes e outras coisas, vivendo em em um mundo que não lhes pertence, vivendo numa verdadeira ilusão. Na verdade, existe na nossa sociedade uma inversão de valores mto grande e o que realmente importa para o ser humano, seus valores, ideais, caráter está como segundo ou terceiro plano. Que bom que vc levantou tal discussão e espero que as pessoas parem para refletir um pouco. Ah, também não curto as bolsas VH, rs e não pretendo comprá-las…

    Beijo enorme,

    Cissa

  6. Ana, excelente texto! Partilho de cada linha escrita!!!
    Trabalho com a área comercial, sou captadora de recursos, me visto bem, tenho noção do meu corpo, estudei e me formei em moda, conheço tecidos e tal, mas não tenho coragem em dar rios de dinheiro em determinadas peças que sei que não valem, ou que simplesmente, não combinam comigo.

    Só prá vc ter uma ideia, uma vez, minha ex-diretora falou que eu deveria mudar de carro, comprar um maior – tenho um Clio – e que isso seria importante para “minha projeção”… Sem contar nas camisas – eu comprava/compro, na Renner, C&A, Siberian, Zara, e principalmente mando fazer; acredita que ela falava que eram lindas, mas nada comparado a uma Dudalina!!!? E ah, que eu deveria pensar em adquirir algumas peças, pois eu ganhava suficiente para ter várias! Ela chegou até a me levar em uma lojaaaaa!!! Fui, mas me neguei a pagar 600,00 em uma CAMISA!!!
    ANAAAA, TEM NOçÃAAO???? Tenho certeza que nunca fechei um negócio por conta de um logotipo, mas sim pelo meu conhecimento, experiência e valor do meu trabalho! Aliás, sempre fui elogiada pelos clientes pela forma que me vestia, mesmo vestindo C&A! rsrs
    Enfim, é complicado qd o consumo por simples ostentação, se torna mais importante que a própria pessoa… parece mais uma forma de maquiar medos, falhas, sentir-se aceito…total baixa estima…

    Enfim, cabe uma reflexão e um lembrete diário diante de tantos bombardeios do tipo: “tenha e só assim, será!”

    Bjos, sua linda!

    PS. Eu acho VIctor Hugo UÓ! rsrs

  7. Olá Ana,
    Adoro seu blog!!Não gosto das bolsas da Vitor Hugo, tenho uma que ganhei de presente há um tempo e não a uso, mas é porque não gosto mesmo!Pois tenho 02 Michael Kors cheia de logos que trouxe de viagem e as amo, não tô nem aí se é brega.Na nossa sociedade há uma inversão de valores;mas quem cria somos nós mesmos.Tenta ir à uma boa loja vestida de jeans comum e camiseta básica para comprar algo e me diga se será bem atendida?Entre num bom restaurante sem ter cara de “ryka”e veja se vão te servir de bom grado?Agora, não é a própria sociedade que faz com que as pessoas se escondam atrás de marcas e esteriótipos??

  8. È Ana, vc disse td que eu queria ouvir hoje!!! Já saí com muitas amigas para comprar roupas e ficava pasma com que via…roupas carrísimas que dava pra passar um fim de semana em um resort com minha família!!!! Elas compram sem dor no coração, e eu quase morro, ás vezes até confesso que me dava tristeza, pensando se um dia poderia comprar assim, hoje me sinto orgulhosa de saber que td isso é pura besteira, pois sou tão feliz sem nada disso…e elas???? Quero mais é valorizar o meu dinheiro investindo no meu bem estar,casa,comida e viagens com minha família maravilhosa!!!!

  9. Eu estava pensando sobre isso hoje, de vez em quando eu me deparo com pessoas usando bolsas com monogramas e acho curioso que elas sempre estão vestindo roupas que você vê que são baratas e então fica contraditório, pois que imagem aquela pessoa pensa estar passando? Porque se acreditam estarem “pagando de gente que tá bem de vida”, estão se equivocando porque para sustentar esta imagem seria necessário ter roupas à altura, mas não é o que acontece, estão sempre de jeans meio detonadinho, saia ou blusa de malha, sapato meio furreca…

  10. Oi Ana, eu não gosto de roupa ou acessório que parecem mais outdoor da marca. Não acho bonito bolsas, carteiras, clutches da VH, MK, LV e etc por isso e tb pq acho feias de dá dó.

    Se tivesse grana para gastar os tubos com bolsa certamente seria uma Kelly ou Birkin. Já deu para ver que há um amor não correspondido pelas bolsas da Hermès 🙂

    Qto a roupa adoraria ter poder de compra para me jogar e consumir produções da Diane Von Furstenber. Super adoro, mas fico nas fast fashion mesmo e pelo andar dos preços tô achando que vou aderir ao nudismo pq roupa tá mto caro!

    Aqui tem a história de algumas bolsas “famosas” http://www.dasmariasblog.com/post/1389/veja-a-historia-das-bolsas-mais-famosas-do-mundo

    Bjs

  11. Excelente texto!

    Realmente, eu ate entendo individuos da classe C, que estao ascendendo socio-economicamente, gostarem de ostentar pois ja passaram pela excassez e discriminacao social (lembro que tinha uma epoca que nao era tao legal ser moradora de favela e agora tem gente se amontoando em festa na laje).

    Mas nao entendo como algumas pessoas pagam pela marca, sendo que salvo algumas raras excessoes, sao completamente substituiveis pelos genericos! Sabemos que quase tudo eh made in china, a qualidade nem sempre varia tanto de um original a uma fast fashion, já não se faz moda como antes, onde a modelagem, corte e costura eram mais importante que todo o resto.

  12. Amei o texto, parabéns!!
    Estou em total momento de reflexão e irá me ajudar nos meus objetivos.

  13. Olha…mto legal o q escreveu. Acho q serve para refletirmos.
    Não gosto de VH, não me identifico com a marca tb. Mas há outras marcas q são mais caras q gostaria de ter. Eh questão de gosto (no meu caso). Acho q todas aqui procuram estar na moda. Vc mesmo está sempre na moda. A questão eh essa mesmo…quem chega primeiro, vc ou a “marca”? Adoro seu blog! Acho vc mto alto astral…mesmo qd tá revolts rs.
    Bjos

  14. Aninha
    Adorei o seu texto. Suas ideias sacodem a mente da gente e nos levam a pensar sobre o consumo desenfreado e tolo em q, muitas vezes, estamos atoladas. Obrigada por isso, querida.
    Vi um vídeo ótimo sobre o workshop do nosso “muso” Ronaldo Fraga no La Stampa.E vc aparece lindamente nele com a sua obra de arte. Caso vc ainda não o tenha visto está no blog “Ligadas e antenadas”
    ligadaantenada.blogspot.com.br
    Bjs
    Ieda

  15. Ana, esse foi, para mim, um dos seus melhores textos. Sério mesmo, daqueles que eu guardo para mim. Esse tipo de reflexão é um diferencial seu e que me faz voltar sempre aqui pq é com esse pensamento que me identifico. Eu acho que a gente tem que se livrar mesmo dos escudos e valorizar mais a essência. No meio em que trabalho, o status das etiquetas é valorizado, mas eu e minhas amigas estamos sempre discutindo sobre esse tema e nós procuramos usar aquilo que tem a ver conosco. Eu procuro gastar naquilo que eu gosto, nao pq eh de marca, mas pq eu gosto, tem a ver comigo e está dentro da minha disponibilidade. Se, por exemplo, eu gosto de itens de papelaria e gasto um pouco mais em canetas que algumas pessoas é pq acho que isso tem a ver comigo (mais do que determinadas bolsas heheheh). bjos para vc e mais uma vez parabéns 😉

  16. Ana, acho que esse debate é todo muito relativo. Parece-me, ao ler o texto, que você tem consciência disso também.

    Sinceramente, penso que para que fosse o debate mais sincero possível, todos tínhamos que estar com a mesma condição financeira, o mesmo “poder de fogo”, para, aí, sim, ficar comprovado o modo como cada um agiria.

    Mas, como isso não é possível rs, e a conta bancária não pode ser um empecilho a que a pessoa conheça a si mesma, as elucubrações já ajudam, né?

    Acho que é bem por aí. A pessoa tem que se conhecer, ter consciência de si mesma e do mundo à sua volta. Uma conscientização do que para ela é justo ou não.

    Já tive a oportunidade de comprar roupas caras, parcelando 1000 vezes sem juros no cartão rs. Parei e pensei calmamente se vestir aquilo, sabendo que alguém passa fome ali na esquina, sinceramente me faria bem. Não, não me faria. Não comprei.

    Não dá para levar esse pensamento ao infinito a ponto de ficar pelada (óbvio!), mas é uma maneira que encontrei de me policiar, de contribuir para me sentir melhor comigo mesma e com o mundo a minha volta.

    Acho algumas bolsas VH bem bonitas. Não sei a faixa de preço. Mas, dentro da minha cabeça, já criei uma faixa de preço que acho justa para uma bolsa. Daí, se estiver dentro, compro. Se estiver fora da faixa, não compro.

    Mas, aí vai um detalhe: não compro, e não uso. Ou seja, ainda que me dessem de presente, não usaria. É que eu coloquei para mim mesma que não faz sentido usar uma bolsa de um preço “x” e ponto. Daí, quem me deu o presente, se me deu por amor, entenderá que a minha personalidade é contra bolsas que custam um rim, e não ficará triste se eu usar o dinheiro da bolsa para algo que me deixe mais feliz com o mundo e comigo.

    Faço isso com bolsas, vestidos, sapatos. É uma maneira de dominar o meu consumo e reafirmar minha identidade.

    Outro método que uso é ter a consciência de que bolsa serve para… carregar algo! Logo, não vejo sentido em comprar uma bolsa de R$ 4.000,00 (preço mais barato de uma LV na filial de Ipanema – segundo o jornal O Globo), para carregar coisas que valem R$ 150,00 (uma média do que eu carrego na bolsa quando saio). Mas aí já é outra discussão.

    Enfim, não sei se deu para entender. Assim como as suas, essas também são ideias soltas que tenho (agravadas pelo fato de que estou estudando agora, então, com a pressa na leitura e no comentário, devem ter ficado mais soltas ainda).

    Beijos a você e às leitoras.

  17. E é por isso que aprendemos a te admirar e a amar o seu blog. É por isso que, pra mim (e com certeza para váaaaaaaarias), ele é o número 1!
    Bjos

  18. Ana,
    Que reflexão válida, coesa e pertinente. Tenho orgulho de ler um texto assim, sério.
    Sabe o que me deixa mais triste, ao ler a resposta que vc ouviu sobre “ter” que comprar a carteira cara? O fato de que não há como replicar ou argumentar com alguém que diz isso. Para essa pessoa (que enumerou, três fatores: bem-estar aparente, aceitação socio-econômica e imposição pessoal), não deve haver nem abertura para esse questionamento que vc levantou aqui.
    Pode ser que eu esteja julgando agora, mas é assim que me sinto. Tem gente que considera “status”algo indiscutível. Aí mora o perigo. Porque quem é assim, passa isso para frente, educa filhos assim, influencia pessoas. Aí os valores se perdem.
    Parabéns Ana.
    Super beijo e bom findi!

  19. É por posts como esse que considero o seu blog um dos melhores. Engraçado que ontem lia em outro blog que sempre acesso posts sobre marcas duvidosas e pessoas capazes de tudo e um pouco mais para ostentá-las. Triste quem chega a esse ponto como se um pedaço de pano fosse tornar-nos melhores do que realmente somos. E o mais engraçado é de onde vem boa parte das peças e o valor delas antes de ganhar as etiquetas tão cobiçadas.

  20. Clap,Clap,Clap Ana querida as pessoas ou pelo menos algumas pessoas vivem a doce ilusão quede querer ser o outro, de mostrar para o outro que não só tem uma posição social invejada como que é uma pessoa invejada, Ana hoje eu entrevistei uma pessoa para se garçom na minha empresa e como sou nordestina percebi na hora o sotaque dele e automaticamente questionei. Você é de onde? Ele respondeu daqui de São Paulo mesmo! Na hora fiquei passada era obvio que ele não só não era de São Paulo como estava morando aqui há pouco tempo! Após acabar a entrevista e ele se retirar pensei o que leva uma pessoa a mentir suas origens? A acredita que seria, mas sucedido em omitir de onde veio? Será que aquele garçom achou que o fato de ser de São Paulo mudaria alguma coisa para mim? Onde começamos esta necessidade. E talvez carência de aceitação, inclusão em determinado grupo talvez? O que isso tem haver com sua historia Ana? Acredito eu, que infelizmente “sim” algumas pessoas dão valor muito maior a coisas materiais, a aparência, ao o que o outro vai achar dela, ira pensar dela, do que ser ela mesma, é fato após pedir os documentos constatei que “ele” o garçom é de Juazeiro da Bahia e falei para ele que: A origem da pessoa nunca foi problema para mim, mas a mentira é uma amostra muitas vezes de desvio de caráter. Talvez sua amiga esta neste grupo que acha que seus amigos perceberam que se a bolsa não for de tal marca é porque ela não tem dinheiro, como meus cunhados que acham que são mais respeitados quando estão com um carrão “e andam” com determinado carro sempre kkkss, além de insistirem para eu troca meu popular que me leva onde quero, dou risada e falo quando o carro X voar comprarei um por enquanto fico com o meu mesmo kkkss bobagem sim, mas verdade. Amei o papo um xeru da Rose… ( Sorry pelo tamanho e pelos erros que apareceram a precinha faz isso)

  21. Ana, nao vejo problema em se comprar uma bolsa/carteira VH, LV ou Hermes,desde q este seja o desejo da pessoa, e ela possa faze-lo sem colocar em risco sua saude financeira. O que eu acho complicado e a pessoa se tornar escrava desses objetos. Achar que tem q colecionar esses objetos ou q seu status profissional ou sua personalidade depende da ostentaçao dessas marcas. Isso me parece doentio.
    OBS: Uma carteira da VH pode ser un bom investimento,tive uma q durou 9anos. Foi o menor custo por dia de uso de todas as carteiras q tive. Mas posso garantir q nunca pensei bela com um amuleto /simbilo de status. Era apenas uma carteira ….Alias, depois de 9anos nao conseguia nem mais olhar para ela, embora estivesse inteirona….

  22. Ana, maravilhoso o post. Concordo plenamente e, além de ser brega, o Paraguai tá cheio de cópias fiéis. Será que as consumidoras da VH gritam “Hei, a minha é original, olha o cupom fiscal, olha o cupom fiscal!!!”, rsrsrs.
    Admiro a coragem que teve de expor sua opinião, parabéns.
    Bom final de semana,
    fique com Deus.

  23. Nem vou me alongar nas questões profundas sobre status, mostrar marca, etc., pq a Ana já fez isso muito bem.

    Só um detalhe: um milhão de vezes mais fútil do que quem compra uma bolsa cara original é quem compra a falsificada, pq pelo menos pela original vc não está pagando só pela marca, mas pela qualidade (VH, pelo menos, ninguém deixa de usar pq ficou velha, simplesmente não acaba nunca).

    Acho o cúmulo quem paga 200, 300 reais numa falsificação. Muito melhor é gastar esse dinheiro comprando uma bolsa de qualidade que não seja uma cópia, que não seja mega grifada, como as do O Artífice, que a Ana sempre usa aqui no blog.

  24. Ana, novamente parabéns pela sua coerência! Estava pensando sobre isso hj. Estava com aquela vontade louca ir ao shopping e comprar,mas parei pra pensar em qto que já gastei e se realmente precisava. Não fui. Tento fazer o exercício do consumo consciente que vc tanto fala… Nunca precisei de una label pra me encaixar… Muito pelo contrário… As pessoas sempre duvidam que eu compro na C&A e Renner. Acho que é mais uma questão de exercitar o olhar e se conhecer do que ter… Claro que desejo uma it bag (quem nunca) mas prefiro uma viagem e ter história pra contar do que ostentar algo que no final vai acabar… Obrigada pelas palavras. Reforço o que as meninas disseram: por isso que o seu blog é um dos melhores! Bjs

  25. Ana, não vejo, sinceramente, mal algum nas pessoas consumirem itens caros. Seja porque gostam – como você mencionou sua compra do Ronaldo Fraga – seja para se verem inseridas em deterrminado grupo ou para passarem determinada mensagem aos demais. Aliás, isso é muito importante em certas profissões, como cirurgião plástico, dermatologista, arquiteto, enfim, essas pessoas, no meu entendimento, têm de ter uma preocupação extra com a aparência!
    Mas desde que esse ato de consumir seja feito com seu dinheiro ganho de maneira honesta e limpa. Diferente, por exemplo, da festa que o ex senador Luiz Estevão, renomado devedor dos cofres públicos, fez há uma semana em Brasília. Só o honorário de um dos DJs custou a bagatela de 300 mil dólares!
    http://www.gpsbrasilia.com.br/Noticias/525/183282/LuizaSweetSixteen/
    Isso sim eu considero uma afronta à sociedade!

  26. Adoreiiii, gosto do seu blog por isso sai desse mundinho de ficar mostrando marcas famosas carissímas e fala do que é bom e necessário pra se viver…
    Beijo arrasouuuu!!!

  27. Eu concordo com a Paula, também sou contra a falsificação/pirataria/inspired… eu entendo que os preços das originais são muito maiores, mas eles pagaram alguém para criar, alguém para pesquisar os materiais, alguém para fazer, alguém para divulgar, alguém para vender… é muito fácil só copiar, o custo é muito menor! Mas também acho que este assunto deveria ser debatido em outra pauta/post. #ficaasugestao

    obs – li todos os comentários e fiquei super feliz com a repercussão!!!!

    bjs

  28. Também acho este tipo de consumo uma grande besteira. Apesar de eu ter um padrão de vida compatível com este tipo de gasto, prefiro gastar dinheiro na educação dos meus filhos, viagens, livros, ajudar um asilo ou um parente em dificuldades.

    Tenho amigas que parece que concorrem entre si, que precisam mostrar as logomarcas do que estão vestindo. Pobreza de espírito absurda!
    Acho os produtos da VH sem-graça, mesmo porque fora do Brasil ninguém sabe o que é VH.
    Assim como a amiga ali de cima, quando digo que uso Renner e C&A ninguém acredita, acham que são roupas que eu trouxe do exterior.

    Sobre comprar bolsas piratas: Quem compra produtos piratas está financiando TRABALHO ESCRAVO e o CRIME ORGANIZADO. Pensem nisso! Se você ver uma amiga usando coisas falsificadas, bota a perua pra pensar!

  29. Oi, Ana!

    A maioria já comentou o que eu acho, mas o que ainda posso dizer sobre isso é: também não vejo problema algum em comprar itens caros, desde que você possa, realmente, comprá-los, sem que isso afete de maneira negativa outra(s) pessoa(s) ou até a própria compradora. Se a compra é feita exclusivamente por status, apenas lamento por essa pessoa. Isso é algo que, infelizmente, sempre vai existir no mundo; mas comprar de maneira consciente um item ou outro de uma marca que você gosta, admira e sempre desejou (como o seu vestido Ronaldo Fraga) é uma atitude extremamente ok, rs! Como você disse, compras assim são feitas pelo produto, e não com a intenção de que o mundo saiba que custou caro.

    Agora, o que eu realmente não consigo entender são as compras de itens falsificados (que, muitas vezes, custam o mesmo que uma bolsa de couro muito mais bonita e resistente). Se a pessoa pode ter uma coleção de VH, LV, MK e afins, mas pode pagar por isso, tudo bem. Eu ainda acho que todo esse dinheiro renderia ótimas viagens, mas cada um é cada um, rs! Mas gastar 200, 300 reais numa bolsa PIRATA só por status(?), suar para pagar e logo ver a peça desmanchar é uma sequência de fatos que não faz o mínimo sentido. 😉

    Beijos!

  30. Paula, eu ia entrar nessa questão no texto, mas como psicografei no trabalho o pensamento dessa sexta, seria um ponto que eu deveria refletir mais, então acabei deixando para outro pensamento do dia. Mas eu sabia que alguém tocaria nessa questão aqui, então fiquei tranquila quanto a isso 🙂

    Concordo em gênero, nro e grau! Mil vezes pior quem recorre à pirataria para dizer que tá podendo ou tirar onda. Muitas vezes é ignorância, outras…enfim, nem sei definir.

    Como eu disse no texto, comecei julgando e depois parei pra pensar…a pessoa fez uma escolha com base em algo de qualidade, guardou o dinheiro para investir no original..isso é louvável!

    Bjs

  31. Oi Ana!
    Engraçado você postar este texto ,logo numa semana que eu me questionava sobre isso! Bom, eu vivo em Portugal a 9 anos, e mudei muito desde que cá estou…quando vivia no Brasil, trabalhava numa Universidade, e ganhava relativamente bem, por conta disso, só usava roupas, sapatos e bolsas de marca…pra falar a verdade, eu só usava Zoomp e Forum, que a uns 20 anos atrás, era pra quem podia né…Hoje em dia não são marcas TOP, como no meu tempo…Ter uma calça da Zoomp era o sonho de muitas amigas minhas! Mas o lance era, eu não pagava um absurdo nas minhas roupas, pois a minha amiga era Gerente de uma Zoomp, e eu só comprava nas liquidações, que no caso da Zoomp, eram fechadas…só para clientes TOPS…pois nessas lojas, não se faziam liquidações; os clientes que tinham o Cartão Zoomp, recebiam uma carta convite para a tal data…era o sonho de qualquer um, poder participar de tal Promoção! E eu ia, pelo menos uma vez a cada trimestre…comprava umas 5 calças, camisas, vestidos, saias, bijus, sapatos e tudo o que eu tinha direito, ah…e comprava pras amigas também! Saia da loja, com mais de 15 sacolas cheias…era uma verdadeira loucura! Mas eu sabia, o que podia gastar, e comprava roupas desta marca, porque eu gostava e porque eram as únicas calças que me vestiam bem…eu tenho 1,70 e pesava 47 kilos…rs magrelaaaa ao estremo. E lá eles tinham a numeração 37…que na época ficava perfeita em mim! rs Essa semana, estava avaliando as minhas roupas, e lembrei disso….que agora que vivo na Europa, tenho acesso a um monte de lojas legais, de grifes e com preços acessíveis, nem me importo mais com isso…não que eu não compre roupas de grife, também compro, porque como você deve saber, aqui os Saldos são pra valer! Mas o que me surpreende hoje em dia, é a mulherada daí, vindo pra cá ou mesmo indo pros EUA e gastando horrores em bolsas! E de preferência bolsas com logos enormes…Vi uma adolescente a uns 15 dias atrás no Mosteiro do Jerônimos, com uma LV enorme…tipo, a menina devia ter uns 16 anos, com aquela bolsa horrorosa (que pra mim são de velha)…aí eu pensei, o que leva uma menina dessa idade, usar um bolsa nada haver com ela…porque ela estava de jeans, tênis, com um super casaco, porque aqui está frio pacas e com uma bolsa daquelas….aí, um pouco mais a frente vi o grupo que ela estava….umas 20 pessoas, sendo que 8 eram mulheres de idades diferentes…todas de LV kkkkkk tive que rir né, meu sobrinho que estava comigo, e vive no Brasil, estava de férias cá me disse…tia, olha essas doidas, com essas malas que custam o mesmo que o meu pai pagou pra eu vir pra cá….eu fico pensando, será que no Brasil, dinheiro está dando em árvores, na torneira ou algo parecido? Será que ter bolsa de marca, é mais importante do que ser? Será?

  32. Nossa, você falou tudo. O consumismo muitas vezes cega as pessoas. Conheço muita gente que paga pose de ryca aqui em Brasília mas não tem dinheiro nem pra pagar condomínio. Aí é dose, né?? Dever e não ter a vergonha de ser feliz… rsrsrsrs
    Eu adoro comprar, mas sempre mantendo o meu limite, dentro do que eu gosto, sem seguir tendências -apesar de ser blogueira de moda. Enfim, amei seu post, e curto demais a Oficina de Estilo. Beijão querida!!
    Moda e Gestão
    http://www.fashionandmanagement.com

  33. Oi !!

    Concordo com todas vcs. Acho peças falsificadas péssimas. Não tenho grana pra comprar um artigo verdadeiro, compro alguma coisa mais alternativa e original.
    Mas em relação a VH (já tive algumas bolsas de lá ) o problema é q as bolsas são pesadas. Mesmo sem nada dentro elas já tem um peso próprio. E não costumo comprar peças assim.

    Bjs

    Ana

    Ps: Adorei seu post

  34. Isabela,
    Sua resposta foi ótima!!Se a pessoa compra VH,LV,MK com dinheiro honesto e sem prejudicar os outros, deixem ela!Ruim e quem compra falsificação, pois contribui na pratica de um crime.O mau das pessoas e querer julgar tudo e todos.Qual a diferença se e Hermes, Dior,Vítor Hugo,Guess??Todos tem sonhos de consumo, quem nao tem, que jogue a primeira pedra!

  35. Oi, xará! rsrsrsrs… (Também sou Ana Carolina!)

    Ameeeeei o seu texto e super me identifico com você.
    Eu tenho um blog que dá dicas de compras com preços acessíveis e apesar de receber vários comentários de apoio, as vezes tenho que ouvir uns comentários do tipo: “ahhh, mas isso não tem o mesmo valor que aquilo”, “isso não é moda”, “nem se compara”, e por aí vai…

    Enfim… Queria dizer que te admiro demais! Por ser verdadeira, humilde… Por não se deslumbrar e nem se vender! Parabéns mesmo!

    BjoOoO

  36. Oi Ana!
    O seu texto me fez pensar na pobrezinha da minha carteira… comprada em feirinha, bem simplinha e já meio detonada num dos cantinhos. Mas esta carteira tem um significado grande pra mim, foi comprada na feirinha de Porta Portese em Roma, na minha primeira viagem para a Europa. Viagem esta que só aconteceu porque valorizo cada centavo que ganho e não os gasto com roupas, calçados ou acessórios pensando em me “nivelar” com alguém. Porque quero conhecer o mundo sem me importar de me hospedar em hostels. Porque mereço sonhar com coisas muito mais grandiosas do que grifes. Porque como você mesma diz, quero SER muito mais do que TER.
    E porque sou mega criativa e consigo fazer das minhas roupas e acessórios comprados em lojas populares looks tão lindos quanto se eu tivesse gasto os tubos em lojas que me dão até medo de entrar porque parece que até o ar que se respira lá dentro tem preço, kkkk.
    Ahhh, e um detalhe especial: o cantinho da minha carteira tá detonado porque foi mordido pelo meu cachorro Bóris… e eu não me desfaço dela porque cada vez que vou abri-la lembro que lá em casa tem uma criatura peluda que me ama, e isso não tem preço!!
    Parabéns pelo texto, bjssss

  37. concordo plenamente com você! Acho totalmente descabido comprar uma bolsa de mil reais para se inserir num determinado grupo! O que te faz diferente, interessante são suas idéias, sua postura em relação ao próximo, sua educação, sua cultura e não a grife sua bolsa!

  38. Oi Fernanda! Justamente, no post mesmo digo que todas nós temos nossos sonhos de consumo, nao há mal nisso, desde que não imponham a outras pessoas como condição sine qua non para estar inserida em grupos ou aparentar algo que nao é! Bjs!

  39. Olá Ana! Primeiramente, sou fãzona do seu blog. Acompanho suas postagens a mais de ano e acho que nunca tinha comentado em nenhum post… Atualmente, faço faculdade de moda, e seu blog é um respiro no meio de tanta gente – e blog- fútil. É tanta gente vendida, que se impressiona mais com o a marca do sapato do que o conteúdo da cabeça, que o seu blog e alguns pouquíssimos são os que eu leio por prazer (o Oficina tá entre eles, o Um ano sem zara e o Moda possível). Vc é uma pessoa real, com preocupações reais e o melhor de tudo, valores além das aparências. E essa questão da marca, como vc mesma deixou a entender, é mesmo muito pessoal de cada um, mas me fez lembrar que quando eu era adolescente, eu era, digamos, a esquisita, pq todo mundo usava roupas de marcas de surf, e eu achava ridículo pagar uma fortuna numa camiseta preta com o nome da marca escrito gigantesco… “Não sou oudoor, vou pagar caro numa roupa p ficar fazendo propaganda da marca?”, eu pensava… Sempre detestei esse tipo de roupa, e ainda hoje corro de marcas assim!
    Enfim, só queria dizer que você resumiu tudo que eu ando penando a tempos, mas não sabia como expressar. E que você é uma fofa, e me inspira muito! Tenho um grande carinho por vc e suas idéias! Grande abraço!

  40. Taíssa eu também penso semelhante à vc. Outro dia eu vi uma moça onde trabalho com uma bolsa Louis Vitton enorme, mas ela estava com uma rasteirinha modesta (o que não é crime algum) e calça jeans com lycra daquelas que tem um elástico imenso na cintura e ficam super coladas. Na hora que olhei tive a impressão de que aquela bolsa não era original. Pode ser que eu esteja enganada, mas parecia que ela tinha adquirido aquela bolsa num local onde vendem peças falsas, pq o modo dela de se vestir não combinava com a bolsa ‘poderosa’ que ela estava usando.
    Não é todo mundo que consegue sustentar pose de ryca…e pior que a pessoa deve ter pago caro pela imitação, mas não engana ninguém.

  41. Olá Ana,
    Achei muito bom o que escreveu; e creio que para muitas pessoas o gosto por determinadas coisas advém da “lavagem cerebral” que nos é imposta diariamente, quer dizer, de tanto falarem que determinada coisa é legal, certas pessoas encutem que aquilo realmente é legal.Isso acontece com bolsas, roupas, sapatos e etc.Colocam na cabeça das pessoas que se vc tiver isso ou aquilo é brega ou chique; não deixam as pessoas terem ou serem o que elas querem porque se cria rótulos para tudo.E daí se pessoa quer ostentar??E daí se compra roupa na feirinha da esquina??O que importa é se sentir bem, ser feliz.
    http://www.ielettronica.com

  42. Mocinha, tudo o que você escreveu está refletido em seu blog. não é atoa que te amamos … S E N S A C I O N A L

  43. Ei Aninha!!!! Boa tarde!!!!

    Bacana demais esse post.

    Acho engraçado a relação das pessoas com marcas super caras de roupas e acessórios…existem umas que acham que para serem aceitas em determinados grupos tem de gastar tubos de dinheiro em uma determinada marca de roupa e bolsa. Considero todas umas escravas do consumismo.

    E pior que gastar uma grana em uma bolsa, é ficar desfilando por aí com peças falsificadas. Acho o fim!!!!! Não consigo usar, acho de uma breguice sem fim…

    Por isso uso o que gosto e posso comprar. Compro roupas na C&A e Renner e me sinto super bem. Quando acho uma peça bacana de uma marca famosa na promoção, é claro que aproveito a oportunidade. E nem por isso deixo de estar arrumada e elegante todos os dias.

    Gostei muito da seguinte frase do seu texto “… a roupa não tem que me vestir, eu que visto a roupa, não tenho que ser refém dela em hipótese alguma!” É bem por aí … não devemos nos tornar reféns de nada e nem de ninguém, porque não precisamos estar que nem outdoor para sermos aceitos em lugar algum, pois de nada vale uma capa perfeita se o interior está podre.

    É isso aí… mais uma vez arrasou no seu texto.

    Bjinhos no coração…;)

    Cláudia Coutinho

  44. Ganhei um VH de presente do meu marido e sinceramente nem ligo se é brega ou não…

    Foi escolhida com carinho, dada com muito amor e pra mim é o que importa!

    Não me sinto melhor do que ninguém quando uso a bolsa…Ela só serve para carregar minhas coisas!

    O fato é que não vou jogar minha bolsa fora só porque os outros acham brega, feia ou cara demais…

    Seu texto é muito bom e me fez lembrar de um outro texto também ótimo da Carmem Guerreiro.

    Também fala dessa mania feia das pessoas julgarem as outras…

    Um pedacinho: “Essa censura intelectual me deixa irritada. Isso porque a mediocridade faz com que muitos torçam o nariz para tudo aquilo que não conhecem, mas que socialmente é considerado algo de um nível de cultura e poder aquisitivo superior. E assim você vira um arrogante. Te repudiam pelo simples fato de você mencionar algo que tem uma tarja invisível de “coisa de gente fresca”.”

    Vale a pena ler tudo:
    http://ansiamente.wordpress.com/2012/05/10/a-arrogancia-segundo-os-mediocres/

  45. “a roupa não tem que me vestir, eu que visto a roupa, não tenho que ser refém dela em hipótese alguma!”

    Exatamente isso que eu penso!!!

    Sem contar que, vira e mexe, tem se visto roupas de marca com qualidade questionável (aquela blusa que vc vê que não vai durar mtas lavagens). Hj em dia é super possível se vestir bem sem gastar mto. E não preciso ter algo de marca para me sentir bem.

  46. Ótima reflexão, Ana, você nos faz pensar e isso é muito bom nesse meio de blogs de moda em que muitas vezes só se estimula o consumismo.

    Eu lembro muito bem que quando estava na faculdade, pensava: ah quando eu trabalhar vou comprar tal ou tal peça de marca, mas depois quando comecei a trabalhar vi que isso não vale a pena, tenho que valorizar meu dinheirinho e investi-lo em outras prioridades.
    Agora realmente como várias colegas já falaram aqui, não vejo nenhum mal em comprar uma peça mais cara desejada, ou pela marca ou por querer realmente adquirir um artigo de qualidade, cada um aplica seu dinheiro naquilo que lhe convém, mas o que não se pode mesmo é achar que isso é indispensável ou que só é interessante quem usa esses produtos.
    beijos
    Christiane

  47. Eu li esse texto!! Perfeito, não? Lembrei muito dele quando escrevi este…a gente começa a julgar as pessoas pq jogam essas convenções pra cima da gente como verdade absoluta, mas, OPA! Quem sou eu pra apontar a sua bolsa, um presente de alguém que te ama, e sinalizar como brega? É bom pra cada um botar a mão na consciência e repensar sobre…

    Beijão! E use MUITO a bolsa que ganhou! 🙂

  48. É muito verdadeira a letra da música do Barão Vermelho:
    ” Eu desejo!
    Que você ganhe dinheiro
    Pois é preciso
    Viver também
    E que você diga a ele
    Pelo menos uma vez
    Quem é mesmo
    O dono de quem…
    Uma grande parcela da sociedade esta deixando o dinheiro ser seu dono.

    Muito bom o artigo.
    bjs
    Mila

  49. Na verdade eu amo qualquer bolsa, bolsinha, bolsona, mala, malinha e malona. Mas detesto fazer papel de boba pagando infinitamente além por uma etiqueta. Como se diz por aí, “o dinheiro não aceita desaforo”. Grande blog! Escrito por pessoa inteligente, lido e comentado por pessoas similares (sem falsa modéstia, mas todos os comentários – me parecem – partiram de pessoas que tem milhões de neurônios que se conectam entre si, ao contrário das opiniões que leio em outros blogs-merchandising).

  50. Ivana, eu tenho muito ORGULHO das minhas leitoras! De verdade! São muito, muito inteligentes e dotadas de opinião própria! 🙂

  51. Ana, adorei o texto de hoje. Vejo que os valores se inverteram, né. As pessoas querem comprar carro importado, equipamentos eletrônicos sofisticados, mas não economizam pra sair do aluguel, por exemplo. Para mim é mais importante morar no que é meu e deixar alguma coisa para os meus filhos do que comprar um i-phone, um carrão importado ou uma bolsa grifada. Parece que falta é juízo na cabeça de muita gente…
    Beijo carinhoso.
    Lu

  52. Ana,

    them nao vejo nada de mais usar grife. Sempre odiei a LV por causal do Monogram, Comprei a Ebene q eh mais discreta e nao grita: Olga eh uma LV.
    Consumo marcas de luxo como Hermes, YSL, Gucci, Prada entre outras. Tbem uso Zara e H&M. Tenho amigas q ralam o mes todo pra conseguir pagar as contas e EU fico com vergonha de usar uma pulseira Hermes q custa R$2.000
    Sempre gostei de marcas, ja usei C&A e Renner. As vezes gostaria de nao ter esta necessidade de ter algo de luxo. Ja fiz tratamento psiquiatrico mas sem sucesso. Meu acervo so cresce.
    Eu uso para mostrar poder. Mas como sou negra, tenho certeza q todos pensam q eh fake rsrsrsrs
    Vou retomar o tratamento, meu consumismo eh uma doenca.

  53. Com certeza, é super possível se vestir bem sem gastar muito! Acho que o mais interessante na moda/estilo é a criatividade, a capacidade de combinar cores, texturas, enfim, sair do óbvio de maneira bacana!

  54. Oi Ana! Penso como você: não me apetece usar coisas de marca, porque não quero que a marca chegue antes do que eu no olhar alheio. Me explico: quero ser valorizada pelo que sou, por meu valor como pessoa, e não pelo que tenho, pelas minhas posses. Beijos!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *